O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira se reuniram com os maiores grupos empresariais privados do país a convite do presidente da Fiesp Paulo Skaf
Em reunião nesta segunda-feira, 1º de março, o Conselho Superior Diálogo pelo Brasil ouviu dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) que as reformas estruturais ganharão impulso no Congresso. Segundo eles, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Emergencial irá em breve à votação no Senado, a administrativa deverá ser apreciada pelas duas casas ainda no primeiro semestre e a tributária até o fim do ano.
O Diálogo pelo Brasil congrega os 50 maiores grupos privados brasileiros de vários setores da economia. A reunião foi comandada pelo presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP e CIESP), Paulo Skaf, que recebeu na sede da entidade Rodrigo Pacheco, acompanhado do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente do Senado e atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça da casa. Lira e os demais empresários participaram virtualmente.
Skaf elogiou a disposição de Pacheco e Lira de colocarem em debate e em votação essas reformas. “Há clima e alinhamento entre os Poderes, com foco nos interesses do Brasil, para dar andamento a essas reformas estruturais”, destacou. “Os senhores podem contar com a classe produtiva brasileira.”
A avaliação dos dois parlamentares é que a reforma tributária, por ter menos consenso, será discutida por mais tempo. “Sabemos que precisamos de um sistema mais simples, menos burocratizado”, resumiu Pacheco. Para Lira, a aprovação da reforma administrativa, que em suma trata do tamanho do estado, será uma sinalização econômica importante. “Trará um ambiente de previsibilidade para os investidores”, afirmou. Ambos defenderam a aprovação do auxílio emergencial, que deverá ter a duração de quatro meses.
O tema das reformas também foi tratado por Pacheco e Lira em reunião no domingo (28/2), no Palácio do Alvorada com o presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do governo. Na mesma ocasião, falaram da situação da vacinação da população brasileira. Eles relataram aos empresários que em março e abril deverão estar disponíveis 70 milhões de doses de vacinas Astrazeneca e Coronavac.
Pacheco explicou o projeto de lei 534/2021 já aprovado no Senado que autoriza a União a contratar vacinas sob determinados riscos, mas com segurança jurídica, bem como que estados, municípios e iniciativa privada adquiram imunizantes por conta própria. Depois de vacinados os grupos prioritários, as empresas poderiam ficar com metade das doses para vacinar seus funcionários – a outra metade iria para o Sistema Único de Saúde (SUS). Isso pode destravar a compra das vacinas da Pfizer e Johnson & Johnson.
Fonte: Assessoria/Ciesp/Fiesp