O ano de 2026 começa com um sinal amarelo para a saúde pública em São Paulo. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou, nesta semana, a primeira morte causada por dengue em território paulista este ano. A vítima é um homem residente em Nova Guataporanga, cidade localizada na região Oeste do estado, próxima a Presidente Prudente e na divisa com o Mato Grosso do Sul.
Embora o paciente tenha apresentado os primeiros sintomas no dia 3 de janeiro, a data é tecnicamente computada no balanço de 2025 para fins epidemiológicos, já que a semana de início dos sintomas começou no final do ano passado. No entanto, o óbito marca o início de uma contagem preocupante em um estado que ainda tenta se recuperar dos números alarmantes do ano anterior.
O cenário atual em São Paulo e no Brasil
Os dados de 2026 mostram que o mosquito Aedes aegypti não deu trégua nas festas de fim de ano. Em apenas duas semanas, o estado de São Paulo já registra 971 casos confirmados e mantém outros 3.389 sob investigação. Entre as notificações suspeitas, há dois óbitos aguardando exames laboratoriais e três casos de dengue grave já confirmados em solo paulista.
Para se ter uma ideia da magnitude do desafio, o balanço consolidado de 2025 fechou com números pesados:
- 881.280 casos confirmados;
- 1.122 óbitos registrados;
- 1.461 casos de dengue grave.
No cenário nacional, o Ministério da Saúde aponta que o Brasil já soma 9.667 casos prováveis nestes primeiros dias de 2026, com três óbitos em investigação. Em 2025, o país enfrentou uma das piores epidemias da história, com mais de 1,6 milhão de casos e 1.780 mortes.
Oeste Paulista: O epicentro da preocupação
No momento, o mapa do risco em São Paulo aponta para o interior. As regiões de Araçatuba e Presidente Prudente apresentam as maiores taxas de incidência no estado, com 13,58 e 8,57 casos por cada 100 mil habitantes, respectivamente. A proximidade com o Mato Grosso do Sul, área historicamente crítica para a circulação do vírus, coloca os municípios da divisa em regime de vigilância constante.
Quando o risco aumentada?
Historicamente, o pior momento da dengue no Brasil ocorre entre o começo de março e o final de maio. É o período em que o calor e as chuvas frequentes criam o ambiente perfeito para a reprodução do mosquito.
Se o ritmo de 2026 seguir a tendência dos últimos dois anos, a recomendação das autoridades sanitárias é clara: a prevenção deve começar agora, antes que a curva de casos atinja o pico esperado para a oitava semana do ano.
Dengue – Como se proteger e identificar sinais de alerta
A principal orientação continua sendo a eliminação de criadouros de água parada em vasos de plantas, calhas e pneus. Além disso, é fundamental estar atento aos sintomas:
- Febre alta e repentina;
- Dor atrás dos olhos;
- Dores fortes nas articulações e músculos;
- Manchas vermelhas pelo corpo;
- Cansaço extremo.
Em caso de dor abdominal intensa ou sangramentos, a busca por atendimento médico deve ser imediata, pois são sinais de que a doença pode estar evoluindo para a forma grave.
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Por: Odair Junior/ABC Agra- *Com informações: Agência Brasil
