No período mais quente e chuvoso do ano, que se estende de outubro a março, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), que mantém a operação de controle de cheias de forma contínua ao longo de todo o ano, intensifica seu estado de atenção diante dos tradicionais temporais de verão. Nesses meses, a atividade torna-se ainda mais estratégica, especialmente no controle de cheias do Rio Pinheiros, essencial para prevenir seu transbordamento, mitigando impactos à mobilidade urbana.
A operação é realizada por meio da reversão do curso do Rio Pinheiros, com o bombeamento das águas das chuvas pelas usinas elevatórias São Paulo e Pedreira para o Reservatório Billings, mantendo o nível do rio dentro dos limites de segurança. O procedimento segue a Resolução Conjunta SMA-SSE nº 02/2010, uma resolução do Estado de São Paulo emitida pelas Secretarias do Meio Ambiente (SMA) e de Saneamento e Energia (SSE), que estabelece critérios e protocolos para situações de emergência na operação do sistema hídrico da bacia do Alto Tietê, autorizando o bombeamento das águas do Rio Pinheiros para o Reservatório Billings em condições críticas de nível e chuva, com o objetivo de manter o Rio Pinheiros dentro da sua calha e evitando todos os transtornos causados por um possível transbordamento.
O Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI) da Prefeitura de São Paulo, e outros órgãos, como a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), a SP Águas e o Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) são informados de todas as operações de controle de cheias.
“Toda a operação segue instruções técnicas rigorosas, que orientam cada decisão. É um serviço contínuo e complexo, essencial para garantir segurança e mobilidade a milhões de pessoas na Região Metropolitana”, explica o CEO da Emae, Fernando Fernandes.
A viabilização de todas as ações depende da atuação permanente do COS – Centro de Operação do Sistema da Emae, que funciona 24 horas por dia, monitorando em tempo real indicadores como índices pluviométricos e fluviométricos, previsões de modelos matemáticos, dados de radar meteorológico e informações de outros órgãos do Sistema de Gestão e Controle de Cheias da Região Metropolitana de São Paulo. Com base nesse conjunto de informações, é definida a melhor estratégia.
Outras ações
Outra atividade que a Emae desenvolve, durante todo o ano, no contexto do controle de cheias, é a limpeza das grades das usinas elevatórias São Paulo e Pedreira — uma tarefa desafiadora, já que diversos afluentes deságuam no Rio Pinheiros, trazendo materiais diversos, desde garrafas PET até móveis descartados de forma irregular. Somente em 2025, foram removidas mais de 1.000 toneladas de resíduos acumulados nas grades.
A manutenção minuciosa das usinas elevatórias, que acontece no chamado “período seco”, de abril a setembro, também é essencial para garantir que o controle de cheias seja feito com segurança e eficiência.
“São realizadas manutenções preventivas regulares e algumas corretivas, se necessário, nas unidades de bombeamento, no período seco, para manter as operações em pleno funcionamento”, afirma Fernandes.
A Emae atua também em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL), que é responsável pela retirada de resíduos flutuantes e pelo desassoreamento do Rio Pinheiros, enquanto a empresa controla o fluxo da água para garantir a navegabilidade das barcaças envolvidas nos serviços. A companhia mantém, ainda, contato direto com a Farah Service, responsável pela passarela flutuante para ciclistas no Pinheiros, para informar quando o bombeamento exige sua desativação temporária.
Como parte do esforço conjunto com outros órgãos para o controle de cheias, a Emae integra o Gabinete de Emergência criado pelo Governo do Estado de São Paulo para o enfrentamento das chuvas intensas previstas, principalmente no período chuvoso.
Sobre a Emae
A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) é uma companhia privada que atua no setor de geração de energia elétrica por meio de fonte hídrica para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Suas usinas e barragens estão localizadas em São Paulo, Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Médio Tietê. Comprometida com a transição e a segurança energética do país e em diversificar suas fontes de energia, a Emae tem participação na Usina Fotovoltaica Flutuante (UFF Araucária), localizada no reservatório Billings, primeira e maior usina solar flutuante do país.
