A Sabesp deu início a um dos projetos mais ambiciosos de segurança hídrica das últimas décadas. Com um investimento de R$ 1,4 bilhão, a nova Interligação Billings–Alto Tietê vai criar um corredor de água bruta capaz de socorrer o abastecimento de toda a Grande São Paulo.
O projeto não é apenas uma promessa no papel: são 38 quilômetros de adutoras de aço que atravessarão áreas urbanas densas para garantir que, mesmo em secas severas como a de 2025, a água chegue às torneiras de 22 milhões de pessoas.
O “itinerário” da segurança hídrica
A obra é extensa e conecta o Grande ABC ao Alto Tietê. A água será captada no braço do Rio Pequeno, em São Bernardo do Campo, onde será construída uma potente Estação Elevatória. A partir dali, os dutos — que em alguns trechos são mais altos que uma pessoa — seguirão um traçado estratégico 100% subterrâneo, passando por:

- São Bernardo do Campo (Ponto de captação)
- Santo André
- Ribeirão Pires
- Rio Grande da Serra
- Suzano (Onde fica a represa Taiaçupeba)
- Mogi das Cruzes
Ao percorrer exclusivamente vias públicas, a Sabesp busca reduzir o impacto ambiental e evitar desapropriações, garantindo uma estrutura definitiva e protegida contra vandalismos.
Tecnologia contra o clima
Diferente da solução improvisada usada na crise de 2014, esta conexão é robusta. O sistema funcionará com energia elétrica (abandonando as antigas térmicas a gás) e terá flexibilidade para bombear água para dois sistemas diferentes: o Alto Tietê ou o Rio Grande.
“Atuamos em áreas com baixa disponibilidade hídrica natural e altamente urbanizadas. Por isso, a Sabesp tem investido em alternativas para a robustez e flexibilidade dos nossos sistemas”, afirma Marcel Costa Sanches, diretor de Planejamento da companhia.
A meta é clara: até 2027, o investimento total em segurança hídrica na região deve ultrapassar os R$ 5 bilhões, adicionando 8.000 litros por segundo à rede metropolitana. É a engenharia correndo contra o tempo e contra as mudanças climáticas para manter a Grande São Paulo abastecida.
