Santo André está prestes a carimbar o passaporte para Brasília e, quem sabe, trazer mais um troféu para a estante. Na próxima semana, representantes da prefeitura embarcam rumo à capital federal para disputar a final do 1º Prêmio Seaid Antônio Sabino, focado em iniciativas que transformam a sustentabilidade e o clima.
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O protagonista dessa viagem é o projeto “Predição de Alagamentos com Uso de Inteligência Artificial”. Se vencer, este será o terceiro prêmio de relevância internacional e nacional conquistado pela tecnologia desenvolvida aqui no ABC. A cerimônia acontece na quarta-feira (4).
IA contra as chuvas: Como funciona a tecnologia de Santo André

A ideia por trás do projeto é simples de entender, mas complexa na execução: usar a tecnologia para não ser pego de surpresa pelo clima. Enquanto muitas cidades ainda reagem aos alagamentos quando eles já aconteceram, Santo André usa ciência de dados para prever o risco antes da primeira gota cair com força.
O sistema funciona como um “cérebro” que analisa em tempo real:
- Dados de radares e estações meteorológicas;
- Imagens de câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade;
- Sensores que medem o nível da chuva (pluviométricos);
- Históricos de inundações das últimas décadas.
Com tudo isso em mãos, a Inteligência Artificial identifica padrões e emite alertas para a Defesa Civil e para a população, ganhando minutos preciosos que podem salvar vidas e evitar prejuízos.
“Estamos planejando um futuro cada vez mais resiliente e seguro”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira. Segundo ele, o projeto antecipa eventos extremos, preservando o patrimônio e, principalmente, as pessoas.
Santo André vs. Brasil: A disputa em Brasília
Não será uma disputa fácil, mas o projeto andreense já chega com status de favorito pelo currículo que carrega. O município concorre com outros cinco finalistas de peso, vindo de estados como Espírito Santo, Paraíba e Ceará, além das cidades de Salvador (BA) e Ponta Porã (MS).
A iniciativa faz parte do programa Sanear Santo André, gerido pela Secretaria de Infraestrutura e Obras, com a coordenação direta da Defesa Civil municipal.
Um projeto premiado na Europa
Se você acha que o reconhecimento é só “coisa de vizinho”, o histórico do projeto prova o contrário:
- Inglaterra (2024): Premiado pela Royal Academy of Engineering por ser uma solução que pode ser copiada e usada em qualquer país do mundo.
- Portugal (2025): Venceu o Prêmio Internacional de Sustentabilidade Brasil – Portugal na categoria “Governança”.
Agora, o foco é o reconhecimento do Ministério do Planejamento e Orçamento, consolidando a cidade como referência nacional em Cidades Inteligentes (Smart Cities).
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Por: Odair Junior | *Com informações: PMSA

