Os dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) mostram que o otimismo do empresariado não é apenas fogo de palha. A média mensal de aberturas, que em 2025 ficou na casa dos 33,7 mil negócios, já foi superada logo na largada deste ano.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, o recorde é fruto de um ambiente de negócios mais amigável. “Estamos estimulando a formalização, apoiando o pequeno empreendedor e atraindo novos investimentos para todas as regiões. Esse recorde é reflexo direto da confiança dos empresários”, afirma.
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Saldo positivo: Mais aberturas do que fechamentos
Tão importante quanto abrir uma empresa é mantê-la funcionando. O chamado “saldo líquido” — que é a conta de quantas empresas abriram menos as que fecharam — também atingiu marcas históricas. Em janeiro de 2026, o saldo foi positivo em 22.105 empresas, um crescimento de quase 95% se comparado ao mesmo período de três anos atrás.
O presidente da Jucesp, Márcio Massao Shimomoto, credita esses números à desburocratização. “Os consecutivos crescimentos refletem as políticas públicas voltadas à modernização dos serviços e ao fortalecimento do ambiente empresarial”, pontua.
Nota importante: Os dados da Jucesp não incluem os Microempreendedores Individuais (MEIs), que são contabilizados diretamente pela Receita Federal. Ou seja, o volume real de novos empreendedores no Estado é ainda maior.
Foco na eficiência
O desempenho recorde caminha junto com o programa “SP na Direção Certa”, que foca em modernizar a máquina pública e tornar o gasto do Estado mais eficiente. A ideia é simples: gastar melhor para investir mais em infraestrutura e fomento, atraindo empresas que gerem emprego e renda para o paulista.
Através da SDE, o governo também tem reforçado linhas de microcrédito pelo Banco do Povo e programas de capacitação, garantindo que o novo empresário não apenas abra o CNPJ, mas tenha suporte para crescer.

