Com ampla participação digital e contribuições significativas, a Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, por meio do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), concluiu a consulta pública para construção da Política Municipal de Mudança do Clima de Santo André. O processo contou com a participação de 1.214 pessoas, evidenciando que a emergência climática já é uma prioridade central para os moradores andreenses.
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O balanço das contribuições revela um retrato consistente e qualificado da percepção pública sobre riscos e prioridades climáticas no município. Embora cerca de 9% dos participantes tenham declarado morar em áreas de risco, as enchentes e eventos extremos foram apontados como preocupação central pela maioria dos respondentes, o que indica uma consciência coletiva ampliada sobre os impactos climáticos no município.
Entre os temas mais recorrentes, a arborização e a expansão de áreas verdes lideram o ranking de sugestões, que foram organizadas em 32 eixos temáticos. Para a gestão municipal, esse forte apelo popular valida o foco em Soluções Baseadas na Natureza como estratégia urbana para a gestão municipal.
“O levantamento mostra ainda que a maioria das contribuições partiu de pessoas que residem na cidade e, aproximadamente 71% do total de respondentes manifestaram interesse em continuar acompanhando os próximos passos da política climática, o que demonstra o engajamento e o potencial de mobilização social neste processo de escuta e construção coletiva”, comenta a coordenadora da iniciativa, a gerente do Semasa, Elaine Cristina da Silva Colin.
Construção coletiva e próximos passos – A consulta digital não partiu do zero. Ela dá continuidade a um processo participativo, que teve início na Conferência Municipal de Meio Ambiente de 2024 e na Conferência Municipal das Cidades de 2025. Estes encontros proporcionaram espaços de diálogo e de priorização de demandas, com o estabelecimento de cinco eixos estratégicos de trabalho: mitigação, adaptação e preparação para desastres, justiça climática, transformação ecológica, e governança e educação ambiental.
Desde então, Santo André estabeleceu também um Comitê Técnico de Mudanças Climáticas, com participação de representantes do poder público de diversas secretarias, incluindo Saúde, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Educação, Assistência Social, Secretaria da Pessoa com Deficiência, Mobilidade Urbana, Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, Secretaria de infraestrutura e Obras, além da Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos.
Com o encerramento da etapa on-line, o processo avança para as próximas fases. A partir de março, será realizada uma série de oficinas territoriais presenciais nos bairros, ampliando o diálogo com a sociedade. Em breve, a agenda completa será divulgada.
Na sequência, ocorrerão a análise técnica consolidada das contribuições, audiências públicas e a elaboração do projeto de lei, que passará por nova consulta antes de seguir para votação na Câmara Municipal. A previsão é que todo esse processo democrático seja concluído neste primeiro semestre, instituindo a primeira Política Municipal de Mudança do Clima de Santo André como instrumento estruturante de desenvolvimento urbano sustentável, alinhado às agendas nacionais e aos compromissos globais de enfrentamento à mudança do clima.
Dúvidas e sugestões também podem ser enviadas a qualquer tempo para o e-mail politicasclimaticas@semasa.sp.gov.br.
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Fonte: PMSA | Texto: Paloma Alvarez/PMSA
