Close Menu
    What's Hot

    Prefeitura de São Caetano abre pré-inscrições para atividades físicas dos CISEs da Terceira Idade

    02/03/2026

    Mauá abre Mês das Mulheres com ação intersetorial no Jardim Zaíra

    02/03/2026

    São Bernardo dá início a nova turma de residentes e reforça compromisso com a formação para o SUS

    02/03/2026

    Subscribe to Updates

    Receba as últimas notícias

    Facebook X (Twitter) Instagram
    ABC Agora
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Subscribe
    • Home
    • Cidades
      • Santo André
      • São Bernardo
      • São Caetano
      • Diadema
      • Mauá
      • Rio Grande da Serra
      • Ribeirão Pires
    • Resumo de notícias
    • Cultura e Lazer
    • Política
    • Geral
    • Saúde
    • Entretenimento
    ABC Agora
    Início - Geral - Relatório aponta salto de 34% nos feminicídios no Brasil; subnotificação desafia segurança pública
    Geral

    Relatório aponta salto de 34% nos feminicídios no Brasil; subnotificação desafia segurança pública

    Maioria das agressões ocorre dentro de casa e é praticada por companheiros ou ex-parceiros das vítimas.
    ABC AGORABy ABC AGORA02/03/20264 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Follow Us
    Google News Flipboard Threads
    Relatório aponta salto de 34% nos feminicídios no Brasil; subnotificação desafia segurança pública
    Relatório aponta salto de 34% nos feminicídios no Brasil; subnotificação desafia segurança pública - Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país.

    Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), que trás também o perfil das vítimas e dos agressores.

    O levantamento supera em 38,8%, ou seja, em mais de 600, o número de vítimas de feminicídio divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.

    A pesquisadora do Lesfem, Daiane Bertasso, integrante da equipe que elabora o relatório, explicou que a subnotificação dos casos de violência contra a mulher se reflete nessa diferença entre os dados. Tanto a ausência de denúncias quanto a falta de tipificação dos crimes no momento do registro contribuem para essa subnotificação.

    “Mesmo os nossos dados sendo acima dos dados da segurança pública [Sinesp], a gente acredita que há ainda subnotificação. Porque nem todo o crime de feminicídio é noticiado, divulgado nas mídias. Pelas nossas experiências e pesquisas, a gente acredita que esse registro ainda é inferior à realidade, infelizmente”, disse Daiane.

    Na metodologia adotada para o relatório, há a produção de contradados a partir do Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB), do próprio Lesfem, responsável pelo monitoramento diário de fontes não estatais que tratam sobre as mortes violentas intencionais de mulheres, como sites de notícias. Além do tratamento quantitativo e qualitativo desses dados, há cotejamento com os registros oficiais.

    “As pesquisadoras que fazem esses registros sobre os casos, que leem nas notícias, elas têm um olhar mais acurado para identificar quando é uma tentativa de feminicídio. Já em relação aos registros da segurança pública, por exemplo, nem todos os municípios e estados têm um investimento numa formação específica dos profissionais para identificar esse tipo de crime”, disse a pesquisadora.

    A análise do Lesfem aponta que, entre os quase 7 mil casos consumados e tentados de feminicídio, predomina o crime no âmbito íntimo (75%), que são os casos em que o agressor faz ou fez parte de seu círculo de intimidade, como companheiros, ex-companheiros ou a pessoa com quem a vítima tem filhos. A maioria das mulheres foi morta ou agredida na própria casa (38%) ou na residência do casal (21%).

    A maior parte das vítimas (30%) estava na faixa etária dos 25 a 34 anos, com uma mediana de 33 anos. Ao menos 22% das mulheres, no total, realizaram denúncias contra os agressores anteriormente ao feminicídio.

    A parcela de 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinha filhos ou dependentes. Segundo o levantamento, 101 vítimas estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs pela ação dos criminosos.

    Em relação ao perfil do agressor, a idade média é 36 anos. A maioria agiu individualmente, com 94% dos feminicídios cometidos por uma única pessoa, ante 5% praticados por múltiplas. Sobre o meio utilizado, quase metade (48%) dos crimes foi cometida com arma branca, como faca, foice ou canivete.

    Foi registrada a morte do suspeito após o feminicídio em 7,91% dos casos com dados conhecidos, sendo que a maioria decorreu de suicídio. A prisão do suspeito foi confirmada em ao menos 67% das ocorrências com informações conhecidas.

    Violência negligenciada

    Segundo a pesquisadora, diversas são as situações que fazem com que o ciclo de violência sofrido por mulheres seja negligenciado e, então, o crime de feminicídio aconteça.

    “O feminicídio não é um crime inesperado. É um crime que resulta de relações familiares e íntimas. E ele se dá depois de um ciclo de violências de vários tipos”, disse. 

    Ela acrescenta que o machismo, a misoginia e uma sociedade voltada para os valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais de violência que precedem os feminicídios. Casos recentes de feminicídio que tiveram destaque na imprensa recentemente demonstram que, mesmo mulheres com medida protetiva contra seus agressores, não receberam efetivamente a proteção do estado e acabaram mortas por eles.

    A masculinidade tóxica é mais um elemento que gera violência contra as mulheres no país. Segundo Daiane, pesquisadora do Lesfem/UEL que estuda a chamada machosfera têm percebido que tais redes têm fortalecido ideais machistas e misóginos, inclusive influenciando jovens e crianças.

    ________
    Fonte: Agência Brasil

    Dados segurança pública 2025 Destaque Direitos Humanos Feminicídio no Brasil Lesfem UEL violência contra a mulher
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    ABC AGORA

    Related Posts

    Alesp recebe 3ª edição do Dia Mundial das Doenças Raras para debater novo Estatuto em SP

    02/03/2026

    Previsão do tempo em SP: terça-feira (3) terá sol e pancadas isoladas à tarde

    02/03/2026

    ViaMobilidade detalha manutenção nas Linhas 8 e 9 para a primeira semana de março

    02/03/2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    Publicidade
    Últimas Notícias

    Prefeitura de São Caetano abre pré-inscrições para atividades físicas dos CISEs da Terceira Idade

    ABC AGORA02/03/2026

    A Prefeitura de São Caetano do Sul, por meio da Comtid (Coordenadoria Municipal da Terceira…

    Mauá abre Mês das Mulheres com ação intersetorial no Jardim Zaíra

    02/03/2026

    São Bernardo dá início a nova turma de residentes e reforça compromisso com a formação para o SUS

    02/03/2026

    Alesp recebe 3ª edição do Dia Mundial das Doenças Raras para debater novo Estatuto em SP

    02/03/2026
    Stay In Touch
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo

    Assine

    Receba as últimas notícias

    Contato:
    Contato:

    Sugestão de Pauta
    E-mail: pauta@abcagora.com.br
    Contato: (11) 97828-5875

    Comercial:
    E-mail: comercial@abcagora.com.br

    Facebook Instagram YouTube WhatsApp TikTok
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.
    • Home
    • Cidades
    • Cultura e Lazer
    • Health
    • Buy Now

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.