O novo Plano Diretor de São Bernardo entrou em uma fase decisiva e, desta vez, o foco subiu a serra. Na última terça-feira (3), a Prefeitura levou o debate para dentro da Aldeia Tekoa Guyrapaju, no Curucutu (Pós-Balsa). O objetivo foi ouvir quem vive na terra antes de fechar a lei que vai ditar como a cidade cresce nos próximos anos.
A escuta faz parte da reta final de diálogos do governo Marcelo Lima, garantindo que as regras de urbanismo não ignorem a realidade das comunidades tradicionais e a preservação ambiental da região.
Por que isso importa para o Pós-Balsa?
A região do Pós-Balsa é o pulmão de São Bernardo, mas também uma área de transição complexa entre o urbano, o rural e a preservação. Para as quatro aldeias indígenas que participaram da audiência, o novo Plano Diretor significa:
- Segurança Jurídica: Proteção dos territórios tradicionais contra o avanço desordenado.
- Preservação Cultural: Regras que respeitem o modo de vida e a identidade indígena.
- Equilíbrio Ambiental: Diretrizes de macrozoneamento que protejam as nascentes e a Mata Atlântica.
“Não estamos construindo um documento técnico distante da população, mas um instrumento baseado no diálogo”, afirmou o prefeito Marcelo Lima durante o encontro.
Próximos passos: Do Curucutu para a Câmara
Com o fim dessa rodada de “escuta ativa” — que também passou pelo bairro Santa Cruz —, a minuta do projeto de Lei agora segue para o papel oficial. Confira o cronograma:
- Protocolo: O projeto será enviado para a Câmara Municipal.
- Nova Audiência: Os vereadores devem realizar mais um encontro público no Legislativo.
- Votação: Só após esse debate final o plano será votado em plenário.
A secretária de Planejamento Urbano, Milena Graciano, reforçou que o olhar para o Pós-Balsa precisa ser cirúrgico. “Nosso trabalho é assegurar que o Plano Diretor traga diretrizes claras de proteção territorial e equilíbrio ambiental”, pontuou.
