Braskem: Flare no Polo Petroquímico do Grande ABC tornou-se o centro das atenções de moradores e motoristas na tarde desta terça-feira (17/03). Quem circulava pelas proximidades de Santo André, Mauá e por setores da Zona Leste de São Paulo avistou labaredas intensas e uma coluna de fumaça vinda das torres industriais. O fenômeno, embora visualmente impactante, foi provocado por uma interrupção brusca no fornecimento externo de energia elétrica, que desestabilizou a operação das unidades petroquímicas da região.
Em resposta imediata ao clima de apreensão que tomou conta das redes sociais, a companhia divulgou um comunicado oficial esclarecendo que o incidente não envolveu qualquer tipo de explosão ou incêndio. Trata-se, na verdade, do acionamento rigoroso de um dispositivo de proteção conhecido mundialmente como “flare”.
LEIA TAMBÉM: Braskem e Senai abrem seleção para curso de operador de processos industriais em Mauá
Entenda o incidente no Polo Petroquímico do ABC
A interrupção na rede de energia externa, cujas causas ainda estão sendo apuradas pelas concessionárias de eletricidade, impactou diretamente a rede de alta tensão que alimenta o complexo industrial. Em uma planta petroquímica, processos de craqueamento e transformação de hidrocarbonetos dependem de compressores e sistemas de resfriamento que funcionam 24 horas por dia.
Quando a energia é cortada subitamente, os computadores e sistemas de segurança da planta detectam a parada dos compressores. Para evitar que os gases que estavam em processamento causem um aumento perigoso de pressão dentro das tubulações e reatores, o sistema direciona esse material para as torres de queima, o flare.
O que é o Flare e por que ele garante a segurança?
O “flare” (ou tocha) funciona como uma válvula de alívio de pressão controlada. Em vez de liberar gases brutos na atmosfera ou permitir que eles se acumulem sob pressão, a indústria realiza a combustão completa desses resíduos no topo de torres elevadas.
Este procedimento segue as mais rigorosas normas internacionais de segurança e saúde. A queima transforma hidrocarbonetos em subprodutos mais simples, garantindo que o impacto ambiental seja mitigado e, principalmente, que a integridade física da unidade e da comunidade vizinha seja preservada.
Nota Oficial da Braskem na Íntegra
Abaixo, reproduzimos o comunicado enviado pela assessoria de imprensa da companhia sobre o evento de hoje:
“A Braskem esclarece que hoje, 17/03, houve uma interrupção no fornecimento de energia externa que atingiu a região do Grande ABC e a Zona Leste de São Paulo, incluindo o Polo Petroquímico do Grande ABC, exigiu o acionamento do flare em nossas unidades.
A Braskem reforça que não houve explosão, incêndio ou qualquer outro evento adicional em suas instalações, além do acionamento do flare.
O flare é um dispositivo padrão de segurança, utilizado pelas indústrias químicas e petroquímicas em todo o mundo, que segue as mais rigorosas normas internacionais de segurança, saúde e proteção ao meio ambiente.
A prioridade da Braskem é sempre a segurança de seus integrantes, parceiros e da comunidade local.
Para qualquer dúvida ou esclarecimento, estamos à disposição pelo canal de relacionamento 0800 770 0108 ou pelo sitewww.braskem.com/poloabc.”
Histórico e Impacto Regional no Grande ABC
O Polo Petroquímico do Grande ABC é um dos maiores complexos industriais do Brasil, situado estrategicamente entre os municípios de Santo André e Mauá. Por sua magnitude, qualquer alteração visual em suas chamas costuma gerar dúvidas entre os moradores. Historicamente, a região já presenciou acionamentos de flare em situações de tempestades fortes ou falhas na rede da Enel/CPFL, evidenciando a interdependência entre a infraestrutura urbana e a industrial.
Nesta terça-feira, o apagão não afetou apenas a indústria. Relatos de falta de luz em residências e comércios da Zona Leste e do ABC foram registrados simultaneamente, o que confirma a natureza externa do problema elétrico mencionado pela Braskem.
Orientações para a Comunidade de Santo André e Mauá
Embora as labaredas possam atingir alturas consideráveis durante os primeiros minutos do acionamento, a Braskem assegura que o processo é monitorado ininterruptamente por equipes especializadas de segurança do trabalho e engenharia de processos. À medida que o fornecimento de energia for restabelecido e as plantas iniciarem os protocolos de “startup” (retomada da produção), a intensidade das chamas no topo das torres deve diminuir gradualmente.
A empresa recomenda que a população utilize os canais oficiais para buscar informações verídicas, evitando o compartilhamento de notícias falsas sobre supostos acidentes. O canal de relacionamento 0800 770 0108 está à disposição para esclarecer dúvidas específicas sobre a operação e os impactos sonoros ou visuais decorrentes do uso do sistema de segurança.

