A caminhada pela água em Mauá mobilizou centenas de moradores e entidades sociais em um percurso de 2 quilômetros focado na preservação ambiental. A concentração aconteceu na Rua Cineasta Glauber Rocha, de onde o grupo partiu com um objetivo claro: chamar a atenção para a importância do Rio Tamanduateí, que nasce em solo mauaense e é vital para toda a região.
O evento não ficou apenas no discurso. Durante o trajeto até o Parque da Juventude, os participantes colocaram a mão na massa com o plantio de mudas nativas e a limpeza das margens do Córrego Corumbé, retirando resíduos que prejudicam o fluxo hídrico local.
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União de gerações e movimentos sociais
O que se viu nas ruas foi uma mistura de idades e propósitos. Teve gente caminhando, pedalando e famílias inteiras levando crianças para aprenderem, desde cedo, o valor da natureza. A adesão foi tão natural que muitos moradores que nem haviam se inscrito acabaram se juntando ao grupo pelo caminho.
Quem marcou presença no evento:
- Entidades da sociedade civil: Fortalecendo a rede de apoio ambiental;
- Movimentos sociais e povos indígenas: Trazendo a ancestralidade e a luta pelo território;
- Grupos de Escoteiros: Atuando na linha de frente e arrecadando óleo de cozinha usado para reciclagem.

Lazer e serviços no Parque da Juventude
Na chegada ao parque, o esforço da caminhada deu lugar a um clima de celebração e cuidado. A prefeitura e parceiros montaram uma estrutura que ofereceu desde oficinas culturais até serviços gratuitos de saúde para a população.
Um dos grandes destaques foi a feira de adoção de pets, que atraiu olhares de quem buscava um novo integrante para a família, além de atividades de lazer que ocuparam as áreas verdes do equipamento público durante toda a tarde.
O recado para o bairro
A iniciativa reforçou que pequenas atitudes do dia a dia, como não descartar lixo em córregos e reciclar óleo usado, são o que sustenta a saúde dos rios a longo prazo. Mais do que um passeio, a caminhada pela água em Mauá deixou uma mensagem direta para cada morador: a preservação começa no quintal de casa.
Ao final do dia, o sentimento era de dever cumprido. Cuidar da água não é apenas uma política pública, mas uma responsabilidade coletiva que começa no bairro e se estende por toda a bacia do Tamanduateí.

