O homicídio em Praia Grande dos pequenos Henry e Pedro, de apenas 4 e 6 anos, chocou os moradores do bairro Vila Sônia nesta segunda-feira (23). Os primos, que eram criados juntos como irmãos, foram encontrados sem vida no assoalho de um carro estacionado em um terreno na Rua Sílvia Dias, pondo um fim trágico a horas de buscas desesperadas da família.
O desaparecimento ocorreu por volta das 14h de domingo (22). Segundo o registro policial, os meninos brincavam em frente à residência sob a supervisão da avó paterna. Em um intervalo de poucos minutos, quando a idosa entrou no imóvel para beber água, as crianças sumiram sem deixar rastros.
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O momento do encontro e sinais de violência
Após uma mobilização de familiares e vizinhos que durou toda a tarde e noite, uma testemunha localizou os corpos por volta de 0h45 desta segunda-feira. As vítimas estavam escondidas entre os bancos de um veículo antigo.
De acordo com as autoridades locais:
- Estado das vítimas: Os corpos já apresentavam rigidez cadavérica no momento em que foram encontrados;
- Sinais de agressão: A Polícia Militar informou que as crianças tinham sinais visíveis de violência;
- Local do crime: O carro estava em um terreno baldio, a pouca distância da casa onde os meninos moravam.
Investigação e perícia técnica
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a perícia técnica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados imediatamente para coletar provas no local. O caso foi registrado como homicídio qualificado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.
A Polícia Civil agora trabalha para reconstruir os últimos passos dos meninos. Câmeras de monitoramento da vizinhança estão sendo analisadas para identificar se algum veículo ou suspeito se aproximou das crianças enquanto elas brincavam na calçada.
Luto e indignação no litoral
Henry e Pedro eram descritos por vizinhos como crianças alegres e inseparáveis. A brutalidade do crime gerou uma onda de revolta nas redes sociais e entre os moradores da Vila Sônia, que pedem agilidade na identificação dos responsáveis.
Até o momento, ninguém foi preso. A polícia não descarta nenhuma linha de investigação, incluindo a possibilidade de o crime ter sido cometido por alguém próximo à rotina das vítimas ou uma abordagem por desconhecidos.

