São Caetano do Sul deu mais um passo nesta quarta-feira (25/3) para tentar resolver um dos problemas que mais tiram o sono de seus moradores: as enchentes. Em uma reunião estratégica na sede dos Conselhos, as secretarias de Obras (Seohab) e Mobilidade (Semob) apresentaram o status do Programa Drenar, o maior investimento em infraestrutura da história da cidade.
O desafio não é pequeno. Por estar em um nível topográfico mais baixo que as cidades vizinhas, São Caetano acaba virando o “ralo” da região durante temporais. “É um programa balizador para lidar com as mudanças climáticas e compreender a posição geográfica desvantajosa da cidade”, explicou o diretor de Planejamento, Marcello Martini.
LEI ATAMBÉM: Dívida com a Prefeitura? 7 dicas para aproveitar o último dia do PPD em São Caetano
A muralha do Tamanduateí e o “Super Piscinão”
Para evitar que o Rio Tamanduateí invada as ruas, o plano foca em intervenções pesadas na Avenida dos Estados. A principal delas é o alteamento dos muros de contenção, uma barreira física necessária para conter o volume que desce de outras cidades.
Mas o grande trunfo tecnológico está debaixo da terra. O programa destaca a construção de um Reservatório de Detenção de Cheias com capacidade para impressionantes 18 milhões de litros. É como se a cidade ganhasse um pulmão extra para segurar a água da chuva antes que ela cause estragos nas casas e comércios.
Números que impressionam (e mudam o dia a dia):
As obras não são apenas superficiais; elas mexem nas “tripas” de São Caetano:
- 13,3 km de novas redes de drenagem para escoar a chuva.
- 8,2 km de novas tubulações de esgoto.
- Integração Urbana: O Terminal Nicolau Delic já opera no Módulo 2, facilitando a vida de quem circula entre o Bairro Fundação e o Centro.
Dinheiro de fora para resolver problemas locais
Um projeto desse tamanho exige fôlego financeiro. Por isso, além dos recursos municipais, São Caetano conta com financiamento do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe). Essa parceria internacional é o que garante que as obras não parem no meio do caminho e sigam os padrões globais de resiliência urbana.
Transtorno hoje, alívio amanhã
A reunião reforçou que, embora obras tragam poeira e desvios no trânsito, o benefício final é a valorização da cidade e a segurança das famílias. O diálogo entre o poder público e a sociedade civil é a ferramenta para que o morador entenda que o “buraco na rua” de hoje é o que vai garantir a rua seca no próximo verão.
O Programa Drenar não é apenas uma obra de engenharia; é a sobrevivência de São Caetano frente aos novos desafios climáticos do planeta.

