O museu subaquático no Guarujá(SP) acaba de se tornar realidade, trazendo uma experiência inédita para o litoral paulista. Localizado a 8,5 metros de profundidade na Praia do Guaiúba, o acervo formado por 15 esculturas de concreto neutro agora está aberto para visitação, consolidando o primeiro Centro de Visitação Subaquático do país.
O projeto, liderado pela Secretaria de Turismo e Viagens de SP (Setur-SP), mergulhou as obras para criar uma “galeria de arte viva” debaixo d’água. A altura das estátuas equivale a um edifício de três andares, proporcionando um cenário digno de destinos internacionais como o México.
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Uma trilha de fé e cultura caiçara
As obras não foram escolhidas ao acaso. Assinadas pelo renomado artista plástico Adélio Sarro, as esculturas representam a alma paulista e as comunidades tradicionais. Ao descer, o visitante percorre uma trilha interpretativa onde encontra:
- Figuras humanas: Caiçaras, pescadores e trabalhadores do café com até 1,80m de altura;
- Representações culturais: Ícones da arte, fé e figuras agachadas em dimensões proporcionais;
- Estruturas colossais: Cada base das estátuas pesa até três toneladas, garantindo que fiquem fixas mesmo sob correntezas.
Por que a Praia do Guaiúba?
A escolha do local foi estratégica. Após análises técnicas, os especialistas confirmaram que a Praia do Guaiúba possui boa visibilidade na maior parte do ano e uma profundidade favorável tanto para o mergulho livre (apneia) quanto para o mergulho com cilindro.
Além disso, a proximidade com a faixa de areia facilita o acesso e reduz os custos para o turista, tornando a atividade mais democrática. Embora a visitação ao local seja gratuita, a recomendação oficial é que o passeio seja feito com o apoio de escolas e operadoras de mergulho credenciadas.
Do Guarujá para o mundo
O modelo paulista foi inspirado em grandes cases globais, como o MUSA, em Cancún, que atrai cerca de 1 milhão de pessoas por ano. A ideia é que o museu subaquático no Guarujá funcione como um recife artificial, ajudando no incremento da biodiversidade local enquanto impulsiona a hotelaria e a gastronomia da região.
O artista por trás das obras
Adélio Sarro, natural de Andradina, é o nome que dá vida ao projeto. Com obras espalhadas pela ONU em Genebra e museus no Japão e China, Sarro sempre buscou tornar a arte acessível. No litoral, ele utiliza a mesma temática de suas telas monumentais para homenagear o povo trabalhador e a natureza.
Próximos Passos: São Sebastião no Radar
O museu do Guarujá, previsto para inaugurar oficialmente agora em abril de 2026, é apenas o começo. O Governo do Estado já confirmou que uma segunda unidade está em andamento para ser instalada em São Sebastião,

