A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) ligou o alerta para uma situação que atinge diretamente o nariz e o bolso do cidadão: a bagunça nos lixões do estado. Nesta quarta-feira (4), foi instalada oficialmente a CPI dos Lixões, que promete passar um pente fino na forma como o lixo é descartado em solo paulista.
O que está em jogo? O deputado Carlão Pignatari (PSDB), eleito presidente da comissão, já mandou o recado: o modelo de “vala controlada” — usado por muitas prefeituras — está na mira. Na prática, esse sistema muitas vezes é apenas um buraco no chão, sem proteção para o solo (impermeabilização) e sem drenagem do chorume, aquele líquido podre que polui os rios.
“Existem aterros que funcionam, mas tem muito lugar que não é como deveria ser”, disparou Pignatari.
LEIA TAMBÉM: Alesp aprova nova regionalização do saneamento básico em São Paulo
Os primeiros convocados A estratégia da CPI é não perder tempo. As primeiras reuniões já têm “alvos” definidos:
- Cetesb: Terá que explicar como anda a fiscalização e os licenciamentos.
- Ministério Público: Para apontar onde o crime ambiental está rolando solto.

Cronograma As reuniões vão acontecer toda quarta-feira, às 9h30. O grupo tem 120 dias para entregar um relatório que pode mudar as regras do jogo para as prefeituras paulistas. A relatoria ficou com Thiago Auricchio (PL) e a vice-presidência com o Delegado Olim (PP).
