A operação para colocar o Torre Palace Hotel abaixo foi milimétrica. Coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e pela Defesa Civil, a demolição utilizou uma carga de explosivos concentrada nos andares inferiores, garantindo que o prédio desabasse sobre si mesmo.
Por volta das 9h55, três sirenes de alerta soaram no Setor Hoteleiro Norte, avisando que o momento era iminente. Populares e curiosos mantiveram-se a uma distância segura de 300 metros, enquanto um isolamento total foi montado para mitigar os riscos da onda de choque e do ruído intenso.
Evacuação e Segurança
Para que a operação fosse realizada com sucesso, o GDF determinou a evacuação de três edifícios vizinhos:
- Brasília Tower Hotel
- LET’S Idea Brasília Hotel
- Nobile Suítes Monumental
A previsão é que esses estabelecimentos sejam liberados para hóspedes e funcionários ainda neste domingo, logo após a perícia da Defesa Civil confirmar que não houve danos estruturais nas fundações vizinhas devido à vibração do terreno.

Um passado de polêmicas e degradação
O fim do Torre Palace não é apenas uma mudança na estética de Brasília, mas o encerramento de um imbróglio que se arrastava desde 2013, quando o hotel foi oficialmente abandonado.
Com 140 apartamentos, o imóvel tornou-se alvo de ocupações em 2015 pelo Movimento de Resistência Popular e, segundo a Polícia Militar, passou a ser ponto recorrente de tráfico de drogas e criminalidade no centro da cidade. Condenado pela Defesa Civil após apresentar riscos estruturais graves, o prédio foi isolado até que a demolição deste domingo se tornasse a única solução viável para a segurança pública.
O que acontece agora?
Atualmente, o cenário é de trabalho intenso. Uma frota de máquinas já opera no local para remover a “montanha de entulho” que restou da estrutura. A limpeza do terreno deve levar dias, mas a normalização do trânsito e do funcionamento dos hotéis vizinhos é a prioridade imediata do governo.
A implosão do Torre Palace simboliza o fim de um “vazio urbano” que incomodava o setor turístico da capital, abrindo caminho para que a área nobre volte a receber projetos condizentes com sua localização privilegiada.
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*Com informações: Agência Brasil
