A conscientização ambiental ganhou fôlego extra no Grande ABC. Ao longo de 2025, as Estações de Coleta de Santo André impediram que 32 mil toneladas de materiais — como entulho, móveis e eletrônicos — fossem jogadas de forma criminosa em ruas, terrenos baldios e córregos da cidade. O volume representa um salto de 15,52% em comparação a 2024, sinalizando que a população aderiu em massa aos ecopontos municipais.
Além do ganho ecológico, o uso correto desses espaços gera economia direta aos cofres públicos, reduzindo os gastos com equipes de limpeza urbana para remoção de pontos de descarte viciado. O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) registrou uma média impressionante de 30,7 mil atendimentos mensais, totalizando mais de 370 mil passagens pelos equipamentos no último ano.
O que o andreense mais descarta nos ecopontos?
O entulho da construção civil continua sendo o líder absoluto nas entregas, mas a diversidade de materiais aceitos ajuda a explicar o sucesso das 30 unidades espalhadas pelo município. Confira o ranking dos resíduos recebidos em 2025:
- Entulho: 19,2 mil toneladas (60%)
- Madeira: 5,4 mil toneladas (16%)
- Rejeitos: 10%
- Recicláveis: 8%
- Gesso: 3%
- Poda de vegetação: 2%
- Amianto: 1%
Para o prefeito Gilvan Ferreira, o resultado é fruto de um tripé estratégico. “Os resultados das Estações de Coleta mostram que Santo André está no caminho certo quando investe em educação ambiental, infraestrutura e participação cidadã. Além de preservar o meio ambiente e reduzir custos com limpeza urbana, estamos fortalecendo a reciclagem, a logística reversa e ampliando a vida útil do nosso aterro sanitário”, destaca o chefe do Executivo.
Logística reversa e vida útil do aterro
As Estações de Coleta funcionam como um braço fundamental da logística reversa na cidade. Itens que não podem ir para o lixo comum, como pneus e eletroeletrônicos, encontram o destino certo nestes locais, retornando aos fabricantes para reaproveitamento ou descarte seguro.
De acordo com Edinilson Ferreira dos Santos, secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, a prática é uma questão de saúde pública. “O descarte e a destinação ambientalmente adequados são uma questão de saúde humana e ambiental. Isso evita a contaminação do meio ambiente e reduz também a emissão de gases de efeito estufa, produzidos a partir da decomposição da matéria orgânica dos resíduos”, pontua.
Solidariedade que transforma
Um diferencial que se consolidou nos últimos anos é a transformação dos ecopontos em pontos de doação voluntária. Em 2025, foram contabilizadas 142,5 mil doações de roupas, brinquedos e utensílios domésticos. O material em bom estado é repassado a 20 entidades assistenciais e alimenta projetos como o Breshopping Sustentável.
Para o prefeito Gilvan, esse engajamento vai além do lixo: “Outro dado que nos orgulha é o volume de doações, que transforma os ecopontos também em espaços de solidariedade. Isso demonstra que a população andreense entende seu papel e participa ativamente da construção de uma cidade mais limpa, sustentável e justa”.
Alta aprovação e infraestrutura
Atualmente, Santo André conta com 30 Estações de Coleta, incluindo uma unidade exclusiva para lixo eletrônico. A eficiência do serviço é validada pelos próprios usuários: uma pesquisa realizada pela autarquia apontou que 98% dos moradores estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o atendimento e a infraestrutura oferecida.
Para consultar o endereço e o horário de funcionamento da unidade mais próxima, o cidadão pode acessar o portal oficial do Semasa (CLIQUE AQUI).

