Entrevistado nesta quinta-feira (29/1) no programa Bom Dia, Ministro, titular da pasta do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou que o programa Gás do Povo, que nesta semana passou a atender famílias de todas as capitais do país, cumpre um papel maior do que assegurar esta fonte de energia às famílias. “O objetivo é garantir uma política de dignidade para as pessoas. Tínhamos um total de 6 milhões e meio de pessoas atendidas. Agora, vamos para quase 7 milhões de famílias. Queremos, até março, chegar a todo o Brasil e alcançar mais de 15 milhões de famílias, beneficiando cerca de 48 milhões a 50 milhões de brasileiros”, destacou o ministro.
Na segunda fase de implementação do Gás do Povo, o repasse do voucher chega a 950 mil novas famílias em 17 capitais. Elas poderão recarregar o botijão de gás de cozinha 13kg (GLP) gratuitamente em mais de 10 mil revendas credenciadas. A previsão é de que o Gás do Povo esteja em pleno funcionamento em março, quando famílias em todos os 5.570 municípios serão contempladas.
SEM COMPLEMENTO – Wellington Dias ressaltou que o Gás do Povo é mais eficiente do que o antigo Auxílio Gás, porque evita que as flutuações no preço do botijão de região para a região impactem o acesso ao gás de cozinha por parte das famílias. “O gás, que para muita gente é uma compra trivial, para as pessoas de baixa renda pesa muito. Um botijão de gás, em algumas regiões do país, chega a 10% do salário mínimo. O valor que a gente repassava era de R$ 109. E aí, quando a pessoa chegava lá, tinha que meter a mão no bolso e tirar mais R$ 50 para poder pagar o botijão. A gente tinha uma situação em que o preço do gás variava de lugar para lugar. Tinha lugar que estava nas alturas. Agora, a pessoa recebe um voucher, recebe um crédito no celular, no aplicativo, junto com o cartão do Bolsa Família. O foco são pessoas do Bolsa Família e as pessoas do Cadastro Único. São pessoas que têm renda de até meio salário mínimo por mês per capta”, detalhou.
RENDA PER CAPITA – O ministro explicou que o direito ao Gás do Povo está atrelado à renda per capita familiar, que não pode ultrapassar meio salário mínimo por pessoa. “O foco são pessoas do Bolsa Família e do Cadastro Único. São pessoas que têm renda de até meio salário mínimo por mês. O salário mínimo agora é R$ 1.621, então, R$ 811 per capita para baixo por pessoa da família, tem o direito ao botijão. Uma família de cinco pessoas, mesmo tendo aquela família R$ 4 mil de renda, por exemplo, ela tem o direito”.
POR ETAPAS – Wellington Dias afirmou que a implantação do Gás do Povo segue um cronograma bem definido, de modo a assegurar que em algumas semanas o programa possa chegar a todos os municípios brasileiros. “Nós devemos, até março, chegar em todo o Brasil. Ele está indo por etapas. A cada mês, a cada 15 dias, são anunciadas novas etapas. São mais de 50 mil pontos de distribuição em todo o Brasil. Qualquer que seja o preço, em qualquer que seja a região do Brasil, ele recebe um voucher, apresenta ao fornecedor e tem ali o recebimento do botijão do gás. Esse é um programa de grande impacto na própria economia. Aquele dinheiro que a família usava para comprar o gás, agora ele pode comprar alimento e outras necessidades da família”, disse.

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC); a Rádio TMC, de Brasília; o Portal O Guarani, de Macapá (AP); a Rádio Antena Esportiva, do Rio de Janeiro (RJ); o Portal Acta, de Maceió (AL); a Rádio Bandnews Difusora, de Manaus (AM); o Portal RIC; de Curitiba (PR); e Rádio Mais FM 99,9, de São Luís (MA).
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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

