Uma onda de desinformação tomou conta das redes sociais nesta segunda-feira (26), gerando preocupação entre milhares de segurados no Grande ABC e em todo o país. Mensagens virais afirmam que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixaria de pagar aposentadorias a quem não possuísse a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A informação é falsa.
Na prática, o fluxo de pagamentos para quem já recebe benefícios não sofre qualquer alteração imediata. O processo de modernização do órgão, que envolve a coleta de dados biométricos, é gradual e focado, neste momento, em quem está entrando no sistema agora.
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O que muda para os novos pedidos
Desde novembro de 2025, o INSS deu início a uma fase de transição amparada pelo Decreto 12.561/2025. O objetivo central é “reforçar o combate a fraudes, ampliar a segurança dos dados e garantir que os recursos cheguem a quem tem direito”.
Atualmente, a biometria é exigida apenas para quem solicita novos benefícios. Para este grupo, o instituto aceita os dados digitais registrados não apenas na nova CIN, mas também na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e no Título de Eleitor.
Datas importantes no calendário do INSS
Fique atento aos prazos para não cair em golpes ou enfrentar entraves burocráticos:
- 1º de maio de 2026: A biometria digital passa a ser obrigatória para novos pedidos de salário-maternidade, auxílio-doença (benefício por incapacidade temporária) e pensão por morte.
- Critério de emissão: A partir desta mesma data, se o cidadão pedir um benefício e não possuir biometria em nenhum documento anterior (CNH ou Título), ele será obrigado a emitir a CIN para prosseguir.
- 1º de janeiro de 2028: Este é o marco definitivo. Somente a partir desta data a CIN será o único documento aceito para novos requerimentos e para a manutenção de todos os benefícios.
Quem já é aposentado precisa se preocupar?
A resposta curta é não. Para os moradores de cidades como Santo André, São Bernardo e São Caetano que já estão na folha de pagamento, o governo garante que não haverá bloqueio automático.
A implementação para este público será feita de forma pausada. “Caso o INSS identifique a necessidade de atualização biométrica de algum beneficiário ativo, o cidadão será comunicado individualmente e com antecedência, sem impacto no recebimento dos valores”, esclarece o comunicado oficial do órgão.
Grupos isentos e localidades de difícil acesso
O INSS reconhece que a transição digital não pode ser uma barreira para os mais vulneráveis. Por isso, a exigência da biometria será dispensada para:
- Pessoas com mais de 80 anos;
- Segurados com dificuldade de locomoção por motivos de saúde (comprovados);
- Moradores de áreas remotas ou ribeirinhas (atendidos pelo PREVBarco);
- Migrantes, refugiados e residentes no exterior.
Recomendação oficial: não deixe para a última hora
Apesar de a obrigatoriedade exclusiva da CIN estar prevista apenas para 2028, a recomendação das agências da Previdência Social é que o cidadão procure os órgãos de identificação (como o Poupatempo, no caso de São Paulo) o quanto antes. A antecipação ajuda a evitar o represamento de demandas no futuro e aumenta a proteção contra fraudes de identidade.
Qualquer atualização ou convocação oficial será feita exclusivamente pelos canais oficiais: o aplicativo ou site Meu INSS e as cartas de convocação enviadas pelo órgão.
