A noite desta quarta-feira (21) marca um passo decisivo na luta contra o preconceito em Brasília. No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, o Teatro dos Bancários recebe o lançamento do Guia de Direitos dos Povos de Matriz Africana e Afro-Brasileira. O material, com mais de 100 páginas, chega em um momento urgente: os ataques à liberdade de crença saltaram de 3.853 em 2024 para 4.424 casos em 2025 — uma alta de 14%.
A publicação é uma iniciativa da Secretaria de Combate ao Racismo junto ao Sindicato dos Bancários de Brasília. A homenagem da noite vai para a Iyalorixá Mãe Gilda, símbolo de resistência que foi vítima dessa violência na Bahia. O objetivo do guia é simples: munição intelectual. Ele explica, de forma clara, o que a lei garante, desde o casamento religioso com efeitos civis até a obrigatoriedade do ensino de história afro-brasileira nas escolas.
Eduardo Araújo, presidente do Sindicato, acredita que a informação é a melhor defesa. “Muitos terreiros são prejudicados por não terem acesso às devidas informações de como devem agir em determinadas situações e exigir seus direitos”, explicou à Agência Brasil.
O guia também reforça o direito à memória e à preservação dos espaços de culto, protegendo o patrimônio imaterial e as formas de expressão dessas comunidades. É uma ferramenta de empoderamento para que praticantes de religiões de matriz africana possam enfrentar o racismo e ocupar seus espaços com segurança e dignidade.
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*Com informações: Agência Brasil
