O Carnaval de São Paulo em 2026 ganhou um roteiro digno de cinema — ou melhor, de seriado de TV. Policiais civis decidiram trocar a farda pelas roupas da “Turma do Chaves” para se infiltrar no meio da folia e acabar com a festa de criminosos na região da República, no Centro da capital, neste domingo (15).
A estratégia de “disfarce” funcionou: cinco pessoas foram presas em flagrante enquanto tentavam passar despercebidas na aglomeração. Entre os detidos, dois homens foram pegos com cigarros de maconha e um terceiro foi flagrado com um “cardápio” completo do tráfico: cocaína, lança-perfume e dinheiro. Além deles, duas mulheres foram presas por receptação de celulares furtados após serem monitoradas de perto pelos agentes infiltrados.
Essa não foi a única “operação temática” do final de semana. Teve policial fantasiado de Scooby-Doo recuperando aparelhos no meio do bloco e até agentes de Caça-Fantasmas prendendo suspeitos na Consolação. De acordo com a Polícia Civil, a tática é essencial para entender o modus operandi das gangues que aproveitam o empurra-empurra para furtar celulares e vender drogas.

Balanço e Tecnologia
A Operação Carnaval 2026 já mostra números robustos. Até agora, 42 pessoas foram presas na capital. Só no último sábado (14), as forças de segurança conseguiram recuperar 32 celulares. O trabalho de devolução desses aparelhos já começou através do programa SP Mobile, que cruza dados das operadoras para localizar os donos legítimos.
A Secretaria da Segurança Pública montou um esquema de guerra para os dias de folia: são mais de 13 mil policiais por dia em todo o estado. Na capital, drones e câmeras inteligentes do sistema Muralha Paulista ajudam a vigiar os blocos, enquanto delegacias móveis e equipes femininas focam no acolhimento de mulheres vítimas de importunação.
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*Com informações: Agência SP

