O bairro Centreville está prestes a se tornar um laboratório de boas práticas urbanas internacionais. A Prefeitura de Santo André oficializou um acordo de cooperação com a ONU-Habitat para desenvolver um plano de ação detalhado dentro do programa Periferia Viva, do Governo Federal.
O investimento inicial é de R$ 2,5 milhões, unindo recursos do Novo PAC e do Fundo Municipal de Habitação (FMH). A grande diferença deste projeto é a presença física da ONU no território: a organização terá sede no Posto Territorial Nova Centreville, trabalhando lado a lado com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
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O que muda para o morador?
O projeto vai muito além do asfalto. A meta é uma “urbanização integral”, que olha para a dignidade das famílias e a sustentabilidade do bairro. As intervenções previstas incluem:
- Infraestrutura: Melhorias nas redes de saneamento, iluminação e drenagem.
- Espaços Públicos: Requalificação de praças e áreas de convivência no Centreville, Vila Guarani e Parque Marajoara.
- Regularização Fundiária: Garantia da posse da terra e das escrituras para os moradores.
- Soluções Habitacionais: Construção de novas moradias para famílias que hoje vivem em áreas de risco ou que precisam ser realocadas para a abertura de ruas.
O prefeito Gilvan Ferreira destacou que essa união de forças é o caminho para um planejamento qualificado. “Estamos unindo financiamento federal, expertise internacional e protagonismo comunitário. É respeito às famílias que vivem no Nova Centreville”, afirmou.
Expertise que vem de fora (e de outros estados)
A escolha da ONU-Habitat não foi por acaso. A secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marília Camargo, explicou que a organização traz na bagagem experiências de sucesso em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
A intenção é usar essa metodologia para garantir que o morador participe de cada etapa. O processo de contratação da equipe técnica já começou, e a previsão é que as atividades práticas comecem em até 60 dias. Todo o plano deve ser executado em um cronograma de 14 meses.
Com essa iniciativa, Santo André se posiciona na vanguarda das políticas habitacionais, mostrando que é possível transformar assentamentos precários em bairros estruturados com apoio da maior organização internacional do mundo.

