O bolso das famílias de São Caetano do Sul terá um reforço importante em 2026, mas com um objetivo muito claro: manter a garotada dentro da sala de aula. A Prefeitura confirmou um investimento pesado de R$ 3,6 milhões para os programas Pró-Educação e Pró-Educação Especial, uma medida que serve de “escudo” contra a evasão escolar para cerca de 3.500 estudantes da rede municipal. O suporte financeiro chega como um fôlego direto no orçamento doméstico, garantindo que a falta de recursos para o dia a dia não seja motivo para nenhum jovem abandonar os livros.
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Como funciona o benefício?
Os valores são depositados mensalmente e divididos em duas frentes de atendimento:
- Pró-Educação (Geral): Garante R$ 100 por aluno. Se a família tiver dois ou mais filhos estudando na rede, o valor sobe para R$ 200 por mês.
- Pró-Educação Especial: Focado em estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades (superdotação). Nestes casos, o auxílio é de R$ 200 mensais.
Quem pode receber?
Para garantir que o dinheiro cumpra seu papel social, a Prefeitura exige o cumprimento de alguns requisitos básicos:
- Frequência Escolar: É o ponto principal. O aluno precisa estar presente em pelo menos 85% das aulas.
- Residência: A família deve morar em São Caetano há, no mínimo, dois anos.
- Cadastro Social: É obrigatória a inscrição em programas sociais da Secretaria de Assistência e Inclusão Social.
- Laudo Médico: No caso do programa especial, é necessária a comprovação por relatório médico.
Giro na economia local
Além de segurar o aluno na escola, o investimento tem um efeito positivo no comércio. Como o recurso é entregue diretamente às famílias, esse dinheiro acaba circulando nas padarias, papelarias e mercadinhos de bairro da própria cidade, gerando renda e fortalecendo os pequenos comerciantes locais em 2026.
Com a renovação dos programas, São Caetano tenta consolidar sua posição como referência em políticas públicas de assistência estudantil no ABC, unindo o apoio pedagógico ao suporte financeiro direto para quem mais precisa.
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Por: Odair Junior/ABC Agora

