| A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), por meio da Escola da Inclusão, promoveu na tarde desta quarta-feira (28) o workshop “Cerimonial Inclusivo no Serviço Público: protocolos, práticas e atitudes para eventos acessíveis”. A atividade, que foi realizada no auditório da SEDPcD, no Memorial da América Latina, teve como objetivo qualificar servidores e profissionais que atuam na organização de eventos públicos, com foco em acessibilidade, inclusão e respeito à diversidade. Logo na abertura do evento, foi lançada a Videoteca da Escola da Inclusão – Cerimonial Inclusivo, iniciativa voltada à formação continuada de agentes públicos. Divido em quatro módulos (fundamentos éticos e legais, planejamento e estrutura física, tecnologias e comunicação, e a prática da inclusão), o curso foi desenvolvido para criar condições de todas as pessoas, com ou sem deficiência, participarem de maneira digna dos eventos. “O cerimonialista exerce um papel fundamental no acolhimento e na promoção da inclusão, embora essa atuação nem sempre receba o devido destaque. É ele quem zela pelo tempo, pela palavra e pelo gesto. Um cerimonial verdadeiramente acessível é aquele que, desde a recepção até as apresentações, incorpora recursos pensados para garantir que todas as pessoas possam participar com a mesma intensidade e dignidade. Por isso, o Estado disponibiliza intérpretes de Libras e recursos de audiodescrição, assegurando a participação efetiva de todos nas atividades”, enfatizou o secretário Marcos da Costa. A professora Lubienska Ribeiro, diretora da Escola da Inclusão, detalhou que não se trata apenas de um tema técnico, sendo uma questão de profundidade ética e humana. “Precisamos ter um padrão de excelência nos nossos eventos, que consiste num dever de cidadania, e está na Lei Brasileira de Inclusão. É planejar uma atividade para ser acessível desde a sua criação. Para isso, é necessário uma mudança cultural profunda, que envolve posturas e práticas, de modo a transformar os cerimoniais não só dentro do serviço público, mas em toda a sociedade.” Uma das participantes do evento, Beatriz Saldanha, chefe do Cerimonial do Governo do Estado de São Paulo, comentou sobre a relevância da iniciativa realizada pela SEDPcD. “Encontrei vários colegas e falamos da importância de formações como essas para nosso aprendizado e aprimoramento contínuo. Por mais que a gente se considere inclusivo, sempre há novos saberes e atualizações necessárias, principalmente pelas novas normas, decretos e regulamentações.” |
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| Programação do workshopA primeira palestra, “Cerimonial inclusivo: fundamentos, legislação e mudança de cultura”, foi ministrada por Cristiane Alves de Freitas Teixeira, psicóloga e mestre em Educação Especial pela Unesp. Atualmente, ela é superintendente de Inclusão e Acessibilidade do Centro Paula Souza e possui ampla experiência em gestão educacional e educação inclusiva. Na sequência, Viviane Veiga Shibaki apresentou a palestra “Da teoria à prática: como planejar e executar eventos públicos inclusivos”. Graduada em Turismo, com mestrado e doutorado em Geografia Humana pela USP, Viviane tem mais de 20 anos de atuação no ensino superior e é especialista em cerimonial, área em que já formou profissionais que atuam em eventos públicos e privados. O workshop também contou com o painel “Cerimonial inclusivo na prática: vivências, desafios e transformações”, com a participação de Lara Solto, pedagoga, mestre pela USP e consultora em acessibilidade e audiodescrição; Fábio de Sá, professor surdo de Libras, artista e referência em Visual Vernacular e cultura surda; e Ariani Queiroz Sá, assistente social, especialista em políticas públicas e presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência (CEAPcD). O debate propôs a troca de experiências e reflexões sobre a aplicação prática do cerimonial inclusivo no serviço público. Sobre a Escola da InclusãoA Escola da Inclusão é uma iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência voltada à formação e capacitação de gestores públicos, servidores e profissionais em temas relacionados à inclusão, acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência. Por meio de cursos, workshops, seminários e materiais educativos, a Escola atua na disseminação de conhecimentos técnicos e na promoção de práticas inclusivas no âmbito do serviço público, contribuindo para a transformação da cultura institucional. A proposta da Escola da Inclusão é fortalecer políticas públicas baseadas na equidade, garantindo que a acessibilidade e a participação das pessoas com deficiência estejam presentes nas ações, serviços e eventos promovidos pelo Estado de São Paulo. |
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