Se você acha que a inovação só acontece no Vale do Silício, o Governo de São Paulo acaba de provar o contrário direto do Texas. Nesta sexta-feira (13), abriu as portas a SP House, um “pedaço” do estado montado dentro do South by Southwest (SXSW), o maior festival de tecnologia e criatividade do mundo. Na prática, isso significa que empresas e artistas paulistas estão agora mesmo fechando negócios milionários com investidores globais, o que gera emprego e coloca o nome de São Paulo no topo da economia digital.
Com o dobro do tamanho do ano passado, a “Casa São Paulo” em Austin espera bater recordes de faturamento. Se em 2025 o evento gerou R$ 172 milhões para os paulistas, a meta para 2026 é superar essa marca com folga.
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O que São Paulo foi fazer nos Estados Unidos?
O festival SXSW é conhecido como o lugar onde o futuro é desenhado. Estar lá não é apenas “marcar presença”, é garantir que o dinheiro dos grandes fundos de investimento venha para cá. Julia Saluh, diretora da InvestSP, explica que a casa se tornou o motor para empresas do estado.
“A gente começou o primeiro ano com R$ 100 milhões gerados. Ano passado foram R$ 172 milhões e este ano a gente espera muito mais”, afirma Julia. O foco são as startups de base tecnológica, a indústria criativa e o turismo. É o contato olho no olho que faz o negócio sair do papel.
O que rola na SP House:
- Rodadas de negócios: Encontros diretos entre quem tem a ideia e quem tem o dinheiro.
- Vitrine para artistas: O grafiteiro paulistano Tico Canato, por exemplo, usa o espaço para internacionalizar sua arte.
- Debates de peso: Mais de 60 horas de palestras sobre o que há de mais novo no planeta.
Da medicina de ponta à crise climática
A programação desta sexta-feira já começou quente. Médicos e cientistas de gigantes como o Instituto Butantan e o Hospital Albert Einstein discutiram como São Paulo virou referência no uso de tecnologia para salvar vidas. Não é só teoria: o estado é hoje o maior polo de saúde da América Latina.
Outro ponto que chamou a atenção dos gringos foi o painel da Defesa Civil. Em tempos de mudanças climáticas severas, as tecnologias paulistas para prever desastres e salvar comunidades viraram tema de estudo internacional. Como diz o tema deste ano, “We are borderless” (Somos sem fronteiras), as ideias paulistas estão circulando sem amarras.
Por que isso importa para o seu bolso?
Muitas vezes, esses eventos parecem distantes da realidade, mas os números mostram o contrário. A economia criativa já representa cerca de 3% do PIB brasileiro. Através do programa CreativeSP, o estado já inseriu quase 360 empresas no mercado global desde 2022.
O resultado? Uma expectativa de R$ 2 bilhões em negócios e a possibilidade de criar 27 mil novos empregos. Quando uma startup de São Bernardo ou uma agência de publicidade de São Paulo fecha contrato no Texas, o dinheiro circula aqui dentro, gerando renda para quem ficou no Brasil.
O que vem por aí no fim de semana?
A agenda em Austin vai até segunda-feira (16) e ainda guarda cartas na manga. No domingo, o palco da SP House recebe Amy Webb, uma das futuristas mais respeitadas do mundo. Ela vai analisar o que realmente fica depois que a “febre” das novas tecnologias passa.
Destaques dos próximos dias:
- Domingo (15): Painel All Stars com grandes nomes do Vale do Silício.
- Foco em Relacionamento: O festival tem batido na tecla de que, apesar da IA, o contato humano ainda é o maior ativo para fechar parcerias.
- Cultura Digital: Discussões sobre como a tecnologia impacta o comportamento social.
Confira a programação completa aqui.

