Três mulheres brasileiras que faziam parte de uma missão internacional de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza foram detidas por forças militares israelenses nesta segunda-feira (18). Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira são integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e viajavam a bordo dos navios da Flotilha Global Sumud (GSF).

A embarcação civil acabou sendo interceptada em águas internacionais, uma área que fica fora do domínio territorial e da jurisdição legal de Israel.

De acordo com as primeiras informações do movimento social, o grupo foi capturado em alto-mar e está sendo transferido à força para a Palestina ocupada.

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A organização da frotilha manifestou preocupação imediata com a integridade física de todos os tripulantes levados pelas tropas, citando o histórico de violência em missões anteriores.

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Itamaraty reage e assina manifesto internacional

A repercussão diplomática do caso foi imediata. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) publicou um forte posicionamento conjunto com os governos de outros nove países da Europa, Ásia e América Latina.

A mensagem, assinada ao lado de nações como Espanha, Colômbia, Indonésia, Jordânia e Turquia, adotou um tom duro contra a estratégia militar de Israel no mar:

  • Detenção arbitrária: Os nove países signatários exigiram a liberação imediata de todos os voluntários e classificaram o sofrimento do povo palestino como catastrófico.
  • Ataque humanitário: O bloco afirmou que as investidas contra missões pacíficas de ajuda civil ferem de morte as leis de liberdade de navegação.
  • Cobrança por punição: O manifesto conclama a comunidade internacional a adotar medidas concretas para frear a impunidade e assegurar a responsabilização por essas violações.

Irmã de líder europeia também está entre os presos

O episódio também gerou forte repercussão na Europa após a confirmação de que Margaret Connolly, cidadã irlandesa, foi capturada na mesma operação em águas internacionais.

Ela é irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly, o que colocou a diplomacia europeia em estado de alerta.

O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda, junto com a sua embaixada em Tel Aviv, confirmou que já entrou no circuito do caso para exigir garantias consulares e a soltura urgente de seus cidadãos.

Ativistas relembram que ações parecidas da frotilha ocorridas em abril deste ano terminaram com denúncias graves de abuso físico e psicológico por parte das forças de ocupação israelenses.

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Por: Odair JR | *Com informações: Agência Brasil

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