O Governo de São Paulo anunciou um pacote de investimentos de R$ 58 milhões para modernizar a infraestrutura de segurança e operação no trecho de serra da Rodovia Anchieta (SP-150). O objetivo principal é adequar a pista para a circulação de megacaminhões que fazem o escoamento de mercadorias até o Porto de Santos. As intervenções começam a ser executadas ainda este ano, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027.

O corredor logístico é o mais importante do país, conectando o maior parque industrial brasileiro ao complexo portuário santista.

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A movimentação no Porto de Santos atingiu o recorde histórico de 186,4 milhões de toneladas, o que eleva a urgência de melhorias na pista.

O que muda no trecho de serra da Anchieta

As obras focam diretamente em pontos críticos da descida da serra para mitigar riscos de acidentes e dar maior fluidez ao tráfego de carretas pesadas.

O cronograma de melhorias viárias para o Sistema Anchieta-Imigrantes contempla:

  • Adequação geométrica: Correções no traçado de curvas da serra para facilitar a manobra de composições de grande porte.
  • Nova área de escape: Construção de uma estrutura de retenção emergencial na pista Norte para conter caminhões com falhas mecânicas ou sem freio.
  • Reforço na iluminação: Ampliação e modernização dos pontos de luz em trechos de visibilidade reduzida ou neblina constante.
  • Tecnologia e fiscalização: Instalação de novas câmeras de monitoramento (CFTV), painéis de mensagens variáveis (PMVs) e radares.
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Em fevereiro deste ano, os usuários da rodovia já haviam recebido uma nova base do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) para dar suporte emergencial no trajeto.

Facilidade para os supercaminhões (CVCs)

As intervenções nas curvas dão suporte a uma mudança operacional implementada pelo governo paulista, que liberou a circulação de Combinações de Veículos de Carga (CVCs) de até 30 metros de comprimento e 74 toneladas durante a madrugada.

Antes dessa liberação, o limite era de 26 metros, o que gerava um gargalo logístico na região:

  • Antigo sistema: O motorista era obrigado a fazer o desengate parcial da carga no topo da serra para descer em viagens separadas.
  • Consequência: A dinâmica aumentava os custos operacionais, gerava mais viagens de caminhões vazios e ampliava o risco de acidentes nas margens da rodovia.

De acordo com o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, o foco é garantir que essa operação de alta complexidade aconteça com total proteção para os caminhoneiros e motoristas de passeio. São Paulo lidera o ranking nacional de malha rodoviária, concentrando 14 das 20 melhores rodovias do país.

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Por: Odair Jr. | *Com informações: Agência SP

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