“Sempre acreditei que seria possível. Nunca tive um guru, mas sim uma vontade férrea de vencer com muito trabalho.”  A frase, dita com convicção por Milton Bigucci, presidente e fundador da MBigucci, resume uma das trajetórias mais sólidas e respeitadas da Construção Civil brasileira. Dia 19 de maio de 2026, o empreendedor celebrou um marco histórico: 65 anos de dedicação e pioneirismo no setor imobiliário.

Reconhecido por sua gestão de “portas abertas” na empresa, Bigucci foi surpreendido pelos colaboradores da MBigucci em um momento de homenagem e profunda emoção.

Ao visitar O Big Connect, espaço novo de conexões da construtora, Milton Bigucci deparou-se com um corredor formado pelos próprios colaboradores. Lado a lado, dos profissionais mais jovens aos mais antigos de casa, cada um representava uma peça na linha do tempo da construtora. À medida que Bigucci caminhava, palavras de reconhecimento ao seu legado eram ditas em voz alta: coragem, inspiração, respeito, exemplo, confiança, propósito, união, humildade, determinação, liderança, visão, alicerce, referência…

No final desse corredor de afeto, o empresário recebeu o abraço carinhoso de sua esposa, Sueli, dos diretores e filhos, além dos muitos colaboradores que acompanham Bigucci nessa jornada há mais de 20, 30, 40 anos.

Com a voz embargada, Bigucci agradeceu: “Todos aqui são parte integrante da minha vida, sem exceção. Tenho muito orgulho de vocês! Estão sempre inovando, participando, transformando a MBigucci dia a dia em uma das maiores empresas do país.”  No mês de maio, a MBigucci foi reconhecida entre as 100 Maiores Construtoras do Brasil no Ranking INTEC, um dos mais tradicionais do mercado nacional.

Milton Bigucci é homenageado pelos 65 anos na construção civil
Homenagem aos 65 anos de Milton Bigucci na Construção Civil

O Começo de Tudo: Amor e Risco

Se hoje a marca MBigucci é sinônimo de solidez e “pés no chão”, o início dessa jornada foi de ousadia. Sueli Pioli Bigucci, com quem Milton é casado há 57 anos, relembrou com bom humor os bastidores que antecedeu o sucesso na área. “Estávamos de casamento marcado quando o Milton tomou a decisão de sair da Mercedes-Benz, onde tinha um cargo alto, para migrar definitivamente para a Construção Civil. Lembro como se fosse hoje, ele disse: ‘vou arriscar, mas e se não der para a gente se casar?'”, contou ela, entre risos e lágrimas. “Eu disse: a gente casa depois. Arrisca, vai dar certo! E olha no que deu!”

Milton Bigucci é homenageado pelos 65 anos na construção civil
Homenagem aos 65 anos de Milton Bigucci na Construção Civil

Fundações Sólidas e Olhar no Futuro

O ponto de partida oficial deste legado foi a data do primeiro registro em carteira de Milton Bigucci no setor, em 19/05/1961. “Foi na antiga Construtora Itapuã/Ipê Engenharia, no Ipiranga, em São Paulo. Fui selecionado na Escola Modelo de Contabilidade, que ficava na Via Anchieta, para ser o futuro contador da construtora”, relembrou. Em poucos anos, Bigucci subiu ao cargo de Diretor Administrativo e Financeiro, onde permaneceu por duas décadas antes de fundar a MBigucci, em 1983.

Ao longo de 65 anos, enfrentando as crises e os booms do mercado imobiliário brasileiro, muita coisa mudou: o perfil dos imóveis, dos clientes, dos financiamentos, dos juros, a tecnologia, mas a determinação e a paixão pelo trabalho de Bigucci são as mesmas desde o início na carreira.

Seu otimismo e destacada atuação estende-se à liderança de classe. Bigucci foi o fundador da ACIGABC (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) em 1988, entidade que presidiu por mais de 20 anos. Também faz parte dos conselhos do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), da CIESP e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Reconhecido cidadão benemérito do ABC com os títulos de Cidadão Andreense, São-Bernardense e Sul-Caetanense, além de condecorado com a Medalha Anchieta em São Paulo por sua contribuição à construção civil.

Uma Vida sob a Proteção Divina

Saudado com uma longa e calorosa salva de palmas dos colaboradores, Milton Bigucci  destacou: “Diariamente estou aqui conversando com vocês, que são um exemplo para mim. Vocês me trazem luz e eu agradeço. 

 A emoção e as lágrimas tomaram conta do ambiente quando, ao final da homenagem, tocou a música “Va, pensiero”, da ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi. Uma trilha épica e profundamente humana, à altura de um legado que há 65 anos ajuda construir o sonho das famílias brasileiras. “Ouvi esta música pela primeira vez há décadas e me emociono até hoje. Não tem explicação, pois música não se explica, se sente, se ama”, ressaltou Bigucci.

E para quem questiona sobre a aposentadoria, a resposta de Milton Bigucci permanece afiada e inspiradora: “Parar de trabalhar? Só quando Deus quiser!”

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